domingo, 16 de novembro de 2008

Final feliz

Mudo, sem começo, apenas uma pretensão,
no chão circular,
concêntrico,
sem sair do lugar,
avançar no tempo
como um pião...

Giro, assim me deixo
até à tontura
e à agonia da volta,
tão clara como escura,
fosso que cavo
agarrado ao meu eixo...

Acabo como principío,
na mão de uma criança,
pequena, esguia,
para reiniciar a dança;
de só no tempo avançar...
na soltura de um fio.

Rodopio...

1 comentário:

Betha M. Costa disse...

Rogério, aprecio muito teu trabalho Fico feliz em te dar o Prêmio Dardos que recebi. Passa no meu blog, lê com atenção o post sobre o Prêmio e depois, se for do teu interesse o passes adiante.Bjins, Betha.